Crônicas de sade

Monday, November 16, 2009

A história de Julie 70

Ela estava de cabeça baixa quando um homem se aproximou e acariciou sua nádega. Ela achou que fosse seu Mestre, mas não era, pois logo outras pessoas foram se aproximando. Nenhum deles se furtou a acariciar aquela bunda exposta que parecia pedir umas palmadas. De fato, alguns deles chegaram a bater, mais por diversão que por castigo.
(Espere, um deles é meu Mestre!)
Julie foi libertada do laço e pode levantar a cabeça. Os três homens, Lorde, Sargento e Mestre estava à sua volta, sentados nas cadeiras. Ela, de joelho, no meio deles, abaixou a cabeça e esperou as ordens.
O Mestre aproximou-se dela e acariciou seu rosto.
(O toque leve e amoroso)
- Então, minha querida escrava. Sei que tem uma denúncia. Vamos, fale, confie em mim...
Carla gaguejou, tímida tanto pela situação de submissão quanto pelo contato amoroso com o Mestre.

Thursday, November 05, 2009

A história de Julie 69


As meninas foram distribuídas em suas atribuições. Cada uma delas deveria cuidar de alguma coisa: de limpeza ao preparo das refeições. E tudo deveria ser feito rapidamente para que se iniciassem as sessões de tortura e treinamento.
A única poupada foi Júlie, que foi levada pelo Sargento até uma varanda onde havia cadeiras de metal em círculo. Ela foi presa a uma das cadeiras numa posição que deixava sua cabeça baixa e a bunda exposta.
- Fique aqui. Seu Mestre logo virá ouvir suas queixas.
Júlie ficou lá, quieta, humilhada e dolorida pelos golpes da chibata, mas, ao mesmo tempo feliz. Nem mesmo as provações do dia e da noite anteriores haviam diminuído seu amor pelo Dono. Ao contrário. Parecia que esse amor aumentava mais e mais a ponto de ser quase uma obsessão. Mais do que nunca ela Lhe era totalmente fiel e obediente. Mais do que nunca ela seria capaz de extravasar seu amor na forma de uma entrega total e despojada de qualquer limite. Mais do que nunca, ela sentia que a razão de seu viver era ser obediente a seu Dono.

Monday, October 19, 2009

A história de Julie 68

O Sargento me olhou como quem não entende:
- O que disse?
Júlie abaixou os olhos.
- Preciso falar com meu Mestre. Tenho uma denúncia a fazer.
O Sargento resmungou:
- Está bem. Ela ouvirá sua denúncia. E tomará as medias necessárias, caso considere que têm fundamento. Agora levante-se!
Júlie levantou e foi juntar-se às outras mulheres que dançavam aquela dança estranha de bonecas articuladas. Embora as mulheres já dançassem mesmo sem incentivo, o Sargento não perdeu a oportunidade e colocou seu chicote em ação, corrigindo movimentos que achava inadequados ou pressionando para uma maior velocidade na dança caricata.
Embora estivessse fustigada pela ponta do chicote, que lhe doía nas nádegas, pernas e ancas e se sentisse ridícula e humilhada ao ser obrigada a se sujeitar àquela dança, Júlie se sentia feliz. Ia ter a oportunidade de falar com seu Mestre!

Friday, September 25, 2009

A história de Julie 67


O sargento entrou com passos largos e pesados e dirigiu-se à primeira dupla. Soltou os cadeados e ordenou que elas se levantassem. Sabendo que a longa noite de prisão poderia provocar problemas de circulação, ele ordenou que dançassem.
As pobres meninas, pegas de surpresa, não entenderam e demoraram a obedecer.
Impaciente, o Sargento retirou o chicote que trazia à cintura e desferiu um golpe nas pernas de cada uma delas.
- Vamos, dancem!
E continuou dando novas chicotadas no ar, agora muito mais de aviso do que golpes reais. As mulheres se contorciam numa dança estranha e caricata, na tentativa de escapar do couro macio do chicote.
- Isso, dancem! Continuem, até que eu mande parar!
E foi para a próxima dupla. Repetiu o mesmo processo. Assim que abriu os cadeados, ordenou que as mulheres dançassem e vibrou o chicote para incentivá-las.
Quando chegou a nossa vez, eu me atrevi a falar:
- Senhor, preciso falar com meu Mestre...

Thursday, September 24, 2009

A história de julie 66


Julie contava os minutos daquela noite interminável e foi com alegria que viu o sol nascendo. Por maiores que fossem os castigos e punições do dia seguinte, ela se sentia feliz porque sabia que aquele longo suplício ao lado de Carla teria fim. Falaria com seu Mestre sobre o que acontecera. Certamente Carla seria repreendida por tomar tais liberdades e penetrar num vão ao qual só seu Mestre poderia ter acesso.
A luz da manhã penetrava lenta e preguiçosa pelos vãos da madeira do estábulo, acordando as meninas que haviam cochilado. Algumas bocejavam, mas a maioria gemia de dor.
A porta, então, se abriu. Julie sentiu-se cega por um momento e chegou a pensar que ela se abrira sozinha, mas depois viu a figura robusta do Sargento.
- Chega de moleza, cadelas. Começa um novo dia e devem acordar para servir seus donos!
Ao ouvir a expressão “seus donos”, o coração de Julie pinoteou. Sim, seu Mestre cuidaria dela. Carla seria repreendida e, talvez até Julie tivesse a honra de passar uma noite ao lado de seu dono.

Monday, September 21, 2009

A história de julie 65

Os pernilongos rondavam, pousando de tempos em tempos sobre o corpo ou o rosto de Júlie e sugando seu sangue. No começo ela tentava afastá-los, sacudindo-se, mas foi repreendida por Carla:
- Fique quieta, piranha! Assim não consigo dormir.
E, para tornar ainda mais patente a repreensão, puxou a corrente para si, meio que enforcando Júlie e enfiou-lhe o dedo no seu buraco mais apertado. Dessa vez não foi como antes, aos poucos, mas repentina e dolorosamente.
- Fique quieta! Ou será pior!
Mesmo como incômodo da nova posição e com os pernilongos que se alimentavam dela, Júlie ficou absolutamente imóvel, quieta, em silêncio, sofrendo estoicamente aquela noite terrível.
Suas amigas não pareciam estar em melhores condições, pois ela as ouvia gemendo e reclamando. A única que parecia estar tendo uma boa noite era Carla.

Friday, September 18, 2009

Antonia

A belíssima Antonia, que serviu de inspiração para um dos capítulos seguintes da Históira de Julie. É possível ver um vídeo dela aqui.

Wednesday, September 16, 2009

A história de julie 64

- Você será minha durante toda esta noite a nas próximas. – sussurrou Carla, ao ouvido de Julie, enquanto retirava o dedo do ânus da moça, mas deixava por ali, entre as nádegas.
Em pouco tempo ela estava dormindo. Forte, Carla trouxera a maior parte da corrente para o seu lado, o que lhe dera um pouco de folga para relaxar o pescoço. Já Júlie ficara numa posição incômoda, a cabeça inclinada como um frango, tensa. Além disso, o ânus, quase virgem, ardia. Se não bastasse isso, o contato com Carla lhe era nojeto, o nojo de alguém que odeia com cada fibra de seu ser. Mas era impossível afastar-se: as duas estavam envolvidas uma na outra, em contato direto, pele com pele.

Saturday, August 22, 2009

A história de julie 63


Julie sentiu os dedos penetrando pela abertura alva de suas nádegas. Eles a exploraram ali, fazendo pequenos gestos em círculo em volta de seu buraco mais íntimo, como um gato que ronda o rato antes de atacá-lo.
Então veio a penetração, forte, profunda. Julie jamais imaginou que um dedo pudesse ter tal poder. Carla gemeu alto quando seu dedo encontrou a parte mais interna de Julie. Parecia estar gozando. E, de fato, começou a se esfregar nela.
(Gozando, ela está gozando!)

Monday, August 10, 2009

A história de julie 62

Júlie abriu a boca e Carla penetrou-a com a língua. Era uma língua grande, grossa e nervosa. Julie sentiu como se a outra a estivesse estuprando com a língua. E quem dera que fosse só isso.
Logo ela percebeu algo às suas costas. Eram as mãos de Carla. Embora estivessem amarradas no pulso, ela ainda tinha liberdade para mexer os dedos e usou-os para explorar a pele da outra. Os dedos foram se arrastando pela coluna, provocando arrepios e desceram na direção da nádega.
- Não, por favor! – implorou Julie.
- Então está aprendendo a implorar... – surpreendeu-se Carla. Está aprendendo seu lugar! Isso é muito bom. Deve implorar e humilhar-se o tempo todo em que estiver aqui. Isso talvez não funcione, mas é o que se espera de você. Hoje, por exemplo, não irá funcionar...
Os dedos avançaram e abriram as nádegas. Julie debateu-se e sentiu a palha pinicando na pele. Mas era impossível resistir.

Tuesday, July 21, 2009

A história de julie 61

Carla lambeu novamente o rosto de Julie e procurou seus lábios. Julie fechou-os, mas se arrependeu, pois a outra puxou a corrente, quase enforcando-a. Carla era grande e forte.
- Posso fazer você passar por uma noite terrível! Não se engane com o fato de eu ser uma escrava. Aqui a relação de poder é bem clara. Você é minha! Entende?
Júlie não respondeu, mas a outra puxou a corrente:
- Entendeu?
Júlie fez que sim.
- Ótimo. Agora me dê sua boca...
Julie ofereceu os lábios e a outra explorou-os com a língua nervosa.
- Abra a boca!

Thursday, July 02, 2009

Link de vídeos


Entre os vídeos de bondage, meus prediletos são os do site Hogtied e, entre eles, meus preferidos são os da série Cabo. Gosto porque é contada uma histórinha, as cenas são bem feitas... o fato de ser ao ar livre também ajuda a dar um clima mais real. Na verdade, boa parte das situações mostradas nos contos A história de Julie são inspiradas nessa série. Para quem se interessou, é possível baixar nos seguintes endereços:



A história de julie 60


O sargento terminou o trabalho e saiu, fechando a porta. A luz foi apagada e as mulheres ficaram lá, presas, no meio dos cavalos. Era desesperador, angustiante.
- Estamos sozinhas, eu e você! – sussurrou Carla.
Em algum lugar, uma das meninas gemia. O que estava acontecendo?
- Só eu e você...
Carla aproximou-se e lambeu o rosto de Julie. Esta tentou se afastar, enojada, mas estavam presas uma à outra.
- Esta noite, você será minha!

Saturday, June 20, 2009

A história de julie 59

O sargento puxou-as pela argola do pescoço. Julie tropeçou e caiu.
- Idiota! Não sabe nem mesmo andar? Vamos, levante-se!
Ela começou a se levantar, mas, antes que desse pela coisa, Carla chutou a mão que se apoiava no chão, fazendo com que ela perdesse novamente o equilíbrio.
- Vadia! Levante-se! – gritava o Sargento.
Dessa vez, ela foi cuidadosa, apoiando-se com as duas mãos, e levantou-se. Foi puxada bruscamente para uma das baias. Carla seguiu atrás.
Havia uma argola grande de metal, presa à parede de madeira, e uma corrente. O Sargento fez com que as duas deitassem com a cabeça na direção da argola e prendeu, com cadeado, um lado da corrente no pescoço de cada uma. A corrente foi passada pela argola e puxada. Assim, as duas estavam presas e tensas. A corrente fora tão apertada que elas mal conseguiam ficar deitadas, a não ser que forçassem a outra a levantar a cabeça. Além disso, as mãos das duas foram amarradas às costas uma da outra. O Sargento também amarrou os pés das duas, unindo-as. Era assim que iam passar a noite!

Sunday, June 14, 2009

A história de julie 58

O castigo terminara e chegara a hora de dormir. Sargento tocou uma sineta e as mulheres foram surgindo, uma a uma. Todas nuas, todas de cabeça baixa, humildes e humilhadas.
- Venham! – chamou o sargento.
Julie achou que fossem entrar na casa, mas não foi isso que fizeram. Na verdade foram na direção contrária, para uma casa grande de madeira.
(o estábulo, estão nos levando para o estábulo!)
De fato, quando o Sargento abriu a porta, elas se viram diante de um estábulo. Havia três cavalos ali, mas muitas das baias estavam vazias. Havia palha e feno espalhados por todo o chão.
O Sargento foi levando as meninas de duas em duas para as baias. Julie não podia ver direito, mas percebeu que elas eram presas lá, juntas.
Ele rezou para que a colocassem junto com Jenya, mas era uma esperança vã. Ela iria passar a noite com Carla!

Sunday, June 07, 2009

A história de julie 57

Seguiu-se uma saraiva de golpes. Da mesma forma que o Lorde, o Sargento parecia uma artista apreciando enquanto faz sua obra. Mas se o outro parecia estar realizando um quadro expressionista, borrado, o sargento parecia um vanguardista russo, construindo um quadro abstrato, minimalista, de linhas retas, que se cortavam entre si sobre a pele alva. Cada golpe era como uma pincelada de dor.
Julie tentou engolir o choro, mas não conseguiu. Solta, ela tentava em vão se desviar, mas isso só fazia com que os golpes acertassem os locais mais variados. O Sargento tinha o cuidado para que a cane não acertasse o rosto, mas fora isso, os vergões iam se espalhando pelo corpo alvo da pobre Julie.
No final, ela estava caída e encolhida num canto, a pele dolorida e sofrida, as lágrimas escorrendo pelo rosto. Essa imagem parecia agradar aos homens, que a observavam com prazer.

Tuesday, June 02, 2009


A história de julie
56

Julie estremeceu.
(O Sargento, o que ele vai fazer?)
O homem enorme passou por ela e foi até a mesa. Ele manteve silêncio, e esse silêncio era perturbador. A tensão da expectativa doía mais que as chicotadas.
- Como irei terminar o serviço do Lorde, peço que abram as nádegas dela.
Os outros dois obedeceram e, cada um de um lado, abriram as nádegas, expondo o buraquinho.
Algo tocou ela de leve. Tinha a consistência dura, mas fina. Tocou de novo, de leve, como alguém que testa a mira.
(a cane, ele vai usar a cane!)
Então veio o golpe. Era uma dor mais lascinante do que qualquer coisa que julie jamais sentira. A cane acertara em cheio, e sua superfície fina fazia com que a dor se concentrasse em um único ponto, de maneira insuportável.
Ela gritou com toda a força de seus pulmões, debatendo-se como uma vítima que se aproxima do patíbulo.
- Haha. – riu o Sargento. Já terminei de limpar. Agora soltem ela. Vou fazer o meu desenho.

Monday, May 11, 2009

A história de julie
55


Então veio uma chuva, uma torrente de golpes que não acabavam mais. Não eram golpes fortes, ou muito doloridos, mas a continuidades deles sobre a pele machucada fazia com que as nádegas se ficassem em brasa.
Juntos com os golpes, veio a compreensão. Na verdade, os pingos de vela não eram um castigo isolado. Eles eram um complemento do chicote. Agora ela seria surrada até que não sobrasse um único pingo vermelho em sua pele.
Os golpes pararam e o Lorde aproximou-se, tocando em sua bunda, alisando-a, procurando indícios de cera. Ele pareceu ligeiramente contrariado.
O Mestre aproximou-se para verificar.
- O que foi?
- O chicote de tiras não conseguiu tirar tudo, especialmente do ânus...
- Deixe comigo. – anunciou o Sargento.

A história de julie
54

o que se seguiu foi uma seqüência de gotas que iam queimando a pele de sua bunda. Depois de cobrir todo o anus, o Lorde se concentrou em espalhar a cera pela nádegas e chegou um momento em que julie se acostumou à dor, até porque a maioria das gotas caia em locais que já estavam preenchidos.
Ela achou que isso seria um alívio. Mas estava enganada.
O Lorde parecia não estar mais interessado em provocar dor. Ao contrário, ele parecia antes um artista dando os retoques finais em sua obra.
Então julie percebeu que aquilo era apenas um aperitivo...
(o chicote, o chicote nas mãos dele).
O primeiro golpe veio de repente.

Monday, April 13, 2009


A história de julie
53


O Mestre pegou em sua bunda
(o toque suave de suas mãos macias, de seus dedos longos excitou-a)
e levantou-a, abrindo as nádegas, deixando seu buraco mais íntimo totalmente exposto.
- A questão não é simplesmente o tamanho da gota ou sua temperatura, mas também o local em que aplicamos a cera. Quanto mais sensível, melhor o efeito.
Então derramou. Uma quantidade imensa de cera derretida se acumulara no alto da vela e o líquido foi se derramando ao longo do buraco. A primeira gota acertou justamente no ânus e as outras formaram uma grossa camada vermelha de cera nas proximidades.
Julie não se agüentou e gritou muito, tentando mexer as nádegas, mas a mão do Mestre era firme e não permitia a ela nenhum movimento. Para melhor segurá-la, ele apertou suas nádegas como um padeiro que deforma a massa para dar-lhe um novo formato.
(ela percebeu, constrangida que sua excitação escorria pelas pernas).

Monday, January 19, 2009


A história de julie
52


Houve um momento de silêncio tenso. O Mestre aproximou-se, como se quisesse observar melhor algo... e julie percebeu que o que viria agora seria ainda mais doloroso.
Uma nova gota caiu sobre suas costas, mas agora a dor era muito mais lascinante.
(ele esperara até que a cera derretesse e se formasse uma grande gota de dor líquida!)
A dor concentrou-se em um ponto, depois foi espalhando por uma área ampla. Julie contraiu-se toda e mordeu o lábio para não gritar. Isso foi notado.
- Ela está se segurando para não gritar. – comentou o Mestre.
- Deixe formar uma gota maior. Quero ouvir seu grito. – exclamou o Sargento.
O Lorde pareceu contrariado.
- Esqueceu que essa é uma das minhas especialidades? Quer me ensinar como fazer?
E depois, virando-se para o Mestre:
- Por favor, ajude-me aqui. Abra as nádegas dela.

Monday, August 18, 2008


A história de julie
51
Com o canto dos olhos, Julie acompanhou o movimento do Lorde indo até a mesinha, da qual voltou com um chicote de tiras. Mas havia uma outra coisa em sua mão. Parecia algo vermelho. O que era?
Então a escrava sentiu algo quente sobre suas costas e advinhou...
(velas, ele usava velas!)
a primeira gota caiu queimando. Certa vez julie se queimara quando fazia comida. Sua mão tocara de leve na panela quente e a sensação foi terrível. Começou como um pequeno incômodo, mas aos poucos ela começou a ter consciência da dor, que se alastrava. Era aquilo que ela sentia naquele momento. A consciência da dor se alastrando à medida em que a gota se espalhava. O susto fizera com que ela emitisse um grito estranho, quando um urro e isso divertiu os homens, que riram à solta.
- Parece que estou conseguindo ir a fundo nesta aqui. – declarou o Lorde.
- Veremos. – retrucou o Sargento, e sua voz trazia a promessa de castigos ainda piores.

Friday, July 04, 2008


A história de julie
50

O Mestre foi o primeiro. Mais uma vez ele usou a sandália. Agora que não podia se livrar e nem mesmo ver quando viriam os golpes, a dor misturou-se ao espanto e ao terror. A primeira lambada queimou-lhe a carne, espalhando a dor por toda a extensão das nádegas. O Mestre ficou alguns minutos esperando que a submissa sentisse e analisasse toda a dor. Bater repetidamente teria preparado a escrava e misturado as sensações. Ele queria aproveitar cada momento, inclusive psicológico.
Quando a pele retornava ao normal e a dor começava a se tornar uma leve ardência, veio outro golpe, este mais forte e lacerante. Mais uma vez houve uma pausa e o silêncio misturou-se ao suspense e à dor. Num intervalo muito menor que o anterior, veio nova pancada, ainda mais dolorosa.
(ele estava testando seus limites, tornando impossível adivinhar quando viria a dor novamente)
Então passou-se um longo tempo, segundos, talvez minutos, em que não ocorreu nada. Julie achou que haviam desistido dela e quando teve certeza disso, vieram novas chineladas, várias, com intervalos mínimos entre elas. Tantas que ela perdeu as contas e as dores se misturaram em uma só até transformar toda a sua nádega numa única dor e um único lamento.
Então parou. Passaram-se muitos segundos para que viesse nova pancada, muito forte. E então o descanso.
- Acho que acabei por aqui. - declarou o Mestre e Julie respirou aliviada.
Foi quando veio o golpe mais forte, que fez suas carnes balançarem e ficarem vermelhas.
(ele a enganou. Deixou o golpe mais forte para quando ela não esperava)
- Muito bem. Agora é a minha vez. - disse Lorde.

Saturday, June 28, 2008

A história de julie
49

O pelourinho era estrutura formada por duas placas de madeira, no formato de um L aberto. Na parte mais inclinada e mais alta ficavam argolas para prender os pés da escrava. Julie foi colocada ali. Depois seu corpo foi empurrado para a frente, dobrando-se sobre o encontro entre as duas tábuas, forrado com uma camada alcochoada de couro. Na outra parte havia uma outra estrutura de madeira para prender as mãos e a o pescoço da escrava. A estrutura foi levantada e Julie colocada ali, nos espaços que prenderiam sua cabeça e seus braços. Antes que o Sargento baixasse a estrutura, o Mestre puxou levemente os cabelos da escrava, para que eles não se ficassem presos quando o conjunto fosse fechado. Esse pequeno gesto de delicadeza de preocupação não escapou a Julie, que se comoveu e sentiu aumentando o amor por aquele homem, na mesma proporção em que aumentava seu medo pelo sargento.
(medo... desejo... falou uma voz no fundo de sua alma)
O pelourinho deixava a escrava totalmente imobilizada e incapaz de escapar de qualquer golpe desferido contra suas nádegas. O encosto de couro ficava exatamente sob sua barriga, fazendo com que a bunda ficasse totalmente levantada e exposta. Além disso, o contato dos seios contra a madeira grosseira provocavam um arrepio, que aumentava consideravelmente quando ela se debatia e os bicos arranhavam contra a superfície grosseira.
Lorde examinou o conjunto e certificou-se de que ela estava totalmente imobilizada. Os outros dois aprovaram com a cabeça.
- Vamos começar a punição. - anunciou o Sargento.

Tuesday, June 10, 2008

A história de julie
48


Julie estremeceu.
- Não, por favor. No pelourinho não.
Seu Mestre riu, divertindo-se.
- É a opinião do Sargento. E ele dificilmente muda de opinião. Mas você pode suplicar por perdão. Creio que está na hora de lhe ensinar a posição de súplica. Deite-se com a barriga para baixo. Abras as pernas o máximo que puder. A cabeça deve se virar para o lado. Os braços ficam ao longo do corpo, com as palmas das mãos viradas para cima.
Obediente, Julie fazia tudo que lhe era ordenado e ficou finalmente na posição indicada.
- Agora arraste-se até a pessoa para a qual pretende suplicar.
Arrastar-se? Na posição em que estava era quase impossível mexer-se e o Sargento estava longe, mas Julie sabia o que representava o pelourinho. Não era só a posição terrível, mas a certeza de que estaria totalmente disponível para o tempo em que quisessem abusar dela. (muito tempo, certamente, muito tempo)
Assim, ela foi inclinando os ombros, deslocando-se com a ajuda deles e das ancas, que esfregavam-se contra o chão de mármore. Parecia uma cobra desajeitada e teria sido muito mais fácil se as pernas estivessem fechadas, mas ela fora terminantemente proibida de fazer isso. O mármore frio machucava sua pele e a distância parecia enorme, colossal, impossível de ser alcançada. Cada centímetro era uma vitória sofrida.
Com grande esforço, ela se aproximou do Sargento e, deduzindo o que se esperava dela, Julie começou a lamber seu coturno.
O Sargento pareceu gostar disso. Seu olhar era guloso e Julie teve a impressão de que ele a possuiria ali mesmo, sobre o chão frio de mármore, mas não foi isso que ele fez.
- Amanhã isso talvez funcione. Hoje você vai para o pelourinho.